Pedro Gordilho: ‘Os indivíduos são uma coisa, e a instituição outra’
O Brasil vive um momento onde o debate público sobre as instituições do Estado é crescente. Todos estão atentos à próxima sessão a ser realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 15, a terça-feira mais aguardada deste ano de 2026. A sessão tão importante para a vida e a história do Brasil e dos brasileiros fez o Ministro Edson Facchin, Presidente da mais alta instituição do Poder Judiciário, reservar os assentos da primeira fila para os ex-ministros. São esperadas as presenças dos ex-presidentes: Ayres Britto, Carlos Velloso, Ellen Gracie e Nelson Jobim. Marcada para ter início às 10 horas da manhã, a sessão será transmitida ao vivo.
Para o jurista Pedro Augusto de Feitas Gordilho o momento é de reafirmar a importância das instituições do Estado de Direito conforme revelou ao site direitoglobal.com.br:
Quando ainda era recém-advogado, aos 22 anos, Pedro Gordilho saiu de Salvador, na Bahia, e veio a Brasília tentar a vida. Por aqui, em 1963, passou a atuar como procurador do Estado da Bahia e, depois de alguns anos, Gordilho se tornou ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na cota de advogados. Aos 86 anos, Pedro Gordilho tomou posse no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, em 19 de março de 2025. O brilhante advogado, graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), lançou, em 2008, seu primeiro livro, o Sementes do Destino, composto por setenta crônicas e ensaios que escreveu ao longo da vida. Na época, Gordilho afirmou que a obra “ajuda a desvendar o lado cultural de um advogado”.
Hoje (11.9.2026), bastante triste, ele comenta a crise sem precedentes do Supremo Tribunal Federal: “”A palavra de Ruy Barbosa, o pontífice máximo dos tribunais brasileiros, ressoa em minha consciência, mais do que nunca, na hora presente: ‘Perdoe-me o Supremo Tribunal. Os indivíduos são uma coisa, e a instituição outra. A censura dos indivíduos é meu direito. A defesa da instituição, o meu dever’. O Presidente Edson Fachin mostra que saberá reconduzir a Egregia Côrte ao patamar que a História lhe averba: o Tribunal que nunca faltou à nação brasileira.”
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