Dez anos do campeonato da menina dos olhos de Oyá
Faltava pouco para os primeiros raios de sol iluminarem a terça-feira de carnaval no Rio de Janeiro. Era o dia 9 de fevereiro. A Estação Primeira de Mangueira cantava "Chegou a hora, não dá mais pra segurar, Quem me chamou... Chamou pra sambar". Sabemos que jamais o mangueirense deixará de cumprir a missão que executa com a máxima alegria e excelência. A Mangueira não estava na lista das mais fortes candidatas ao título de Campeã do Carnaval de 2016. Porém, como diria Luizito, um dos cantores cuja voz já ecoou o samba da Verde e Rosa no desfile da Marquês de Sapucaí, era chegada a hora da garra e da emoção da tradicional agremiação. E no dengo da baiana, meu Sinhô, a Mangueira passou e no dia seguinte, 10 de fevereiro, conquistou o 19º troféu de Campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
O enredo da agremiação Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá foi definido somente em junho do ano anterior, quando o jogo de búzios feito no Terreiro do Gantois confirmou que a cantora seria homenageada. Para os apaixonados pela Verde e Rosa a preocupação era grande, qualquer sambista consideraria curto o período para organizar o carnaval de uma grande escola de samba. Haveria tempo para apresentar um carnaval competitivo? Quem visitou o barracão da Mangueira ao final daquele mesmo mês de junho de 2015 e viu as fantasias já desenhadas pelo carnavalesco Leandro Vieira expressou "é carnaval para ganhar". No desfile das Campeãs, Mãe Carmen, Yalorixá do Gantois e as duas filhas Angela e Neli estavam em uma frisa no lado ímpar da Passarela dos Samba. Foram testemunhas do belo desfile que completa 10 anos. A poucos dias do reinado de Momo de 2026.
Fotos Wigder Frota
Estação Primeira de Mangueira
Carnaval de 2016
Enredo: Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá






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