O ex-palácio
Passará a ser, durante um período de 35 anos, um hotel com bandeira Rosewood, conforme publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia no último dia 1. Mesmo com toda a polêmica, a ação jurídica do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) seção Bahia de afirmar que o Palácio Rio Branco "Não pode e não deve ser transformado em empreendimento privado sem finalidade cultural" e do Ministério Público da Bahia, a BM Varejo Empreendimentos é a vencedora da licitação organizada pelo Governo da Bahia também publicada no Diário Oficial da União. O valor a ser pago pela BM é de 135,47 milhões. Quando Salvador foi fundada por Tomé de Souza em 1549 por ordens expressas de Dom João III, Rei de Portugal, a cidade nascida para ser o centro do governo colonial foi instalada na Cidade Alta defronte à baía de Todos os Santos. E foi dentro dessa referida área, delimitada por muros, que Tomé de Souza, o primeiro Governador-Geral do Brasil construiu a casa de taipa que 3 séculos depois, com novas características arquitetônicas, seria denominada de Palácio Rio Branco. O próprio Tomé de Souza nela residiu. Por ordem do Governador Mem de Sá no mesmo local construiu-se um novo imóvel, onde o Imperador Dom Pedro I hospedou-se durante a visita à Bahia em 1826, (a Imperatriz Dona Leopoldina, a Princesa Dona Maria da Glória, futura Rainha Dona Maria II de Portugal ficaram na Casa da Relação), como também o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina na visita em 1859.
Reconstruído nos primeiros anos da República, o prédio foi inaugurado em 24 de fevereiro de 1900 com ricos salões decorados em estilos Luís XIII, Luís XIV e Luís XV. Quando a capital da Bahia foi bombardeada em 10 de janeiro de 1912, por ordens do Presidente Hermes da Fonseca, o prédio também sofreu com um incêndio e a destruição de móveis por populares que invadiram o local. A fachada e a área voltada para o mar foram demolidos. A nova reconstrução foi um projeto assinado pelo arquiteto Julio Conti e supervisão do arquiteto e engenheiro Filinto Santoro. Inaugurado em 1919, o Palácio sob denominação em homenagem ao Barão de Rio Branco, filho de um baiano, o Visconde de Rio Branco, passou a ser a sede do Governo da Bahia. Nele ficou o gabinete do Governador até 1979. O local abrigou o Memorial dos Governadores até alguns anos antes da pandemia. Mais recentemente foi sede da Secretaria de Cultura estadual.
Comentários, dicas, sugestões serão bem-vindos. Deixe seu nome registrado ao final da mensagem.
O nosso e-mail é: blogtarso@gmail.com
Bons informativos!!
ResponderExcluirÉ Lamentavel que o dinheiro vale mais que nossa história
ResponderExcluirBela e rica explanação!
ResponderExcluirSempre nos informando sobre coisas importantes que acontecem. Muito bom saber disto. A arquitetura do Palácio é belíssima.
ResponderExcluirFalta de respeito com a nossa história ou falta de cultura moral que demonstra uma ausência de soberania perante o nosso Estado e patrimônio histórico!
ResponderExcluirQue engodo!