Fé e Diplomacia
Saudado por uma multidão em sua primeira visita de Estado à Espanha, o Papa Leão XIV, comprova a forte ligação histórico-religiosa entre o povo espanhol e a fé cristã. O chefe da Igreja Católica e de Estado do Vaticano recebeu no Aeroporto Adolfo Suárez-Madrid Barajas as boas-vindas do Rei Dom Felipe VI e da Rainha Letizia, acompanhados pelas duas filhas, com gestos de reverência que há séculos o protocolo concede aos monarcas e demais membros da realeza, o que deixa evidente que até o soberano deve dirigir-se ao Papa com honras devidas por um súdito. No segundo dia em Madri, o Papa celebrou na Praça de Cibeles (Plaza de Cibeles) uma missa solene assistida por um milhão de fieis, incluindo a Rainha Sofia, mãe de D. Felipe VI, ao lado das duas filhas, as Infantas Elena e Cristina, dos netos Felipe Marichalar, Victoria Federica de Marichalar, Pablo Urdangarin, Miguel Urdangarin e Irene Urdangarin. Leão XIV é o sétimo papa conhecido pela Rainha Sofia, mesmo tendo nascida em família católica ortodoxa.
A missa, já histórica por ser a maior do pontificado de Leão XIV, foi concelebrada por mais de 150 bispos e cardeais e 1.600 sacerdotes. Arcebispos ortodoxos também compareceram à celebração.
A agenda é extensa em razão da visita ter duração de sete dias e será encerrada na sexta-feira, 12 de junho, no arquipélago das Canárias, situado na costa da África. Será a primeira visita de um papa às Canárias.
Desde o final do século XV, o Rei e Rainha de Espanha possuem o título de Reis Católicos com o tratamento de Sua Majestade Católica. A honraria foi concedida em 1493 pelo Papa Alexandre VI ao casal Don Fernando II, Rei de Aragão e Dona Isabel, Rainha de Castela, os primeiros soberanos espanhóis.
Autorizamos o uso total ou parcial deste conteúdo, desde que haja a devida citação da fonte com link para o nosso site, nos termos da Lei nº 9.610/1998 (Lei de Direitos Autorais).













Nunca foi tão necessário a visita do Papa a alguns países do mundo. Ele é um pacificador nato.
ResponderExcluir